TSMC, maior produtora de chips é atacada pelo PCC

A taiwanesa TSMC, maior produtora de chips do mundo está sendo atacada pelo PCC por conta de informações. Venha entender melhor o caso.
Ataque cibernético TSMC

A taiwanesa TSMC é a maior fabricante de chips do mundo, mas vem sendo atacada pelo PCC ( Partido Comunista da China). Isso tudo porque os Estados Unidos proibiram o seu acesso às suas tecnologias. 


O motivo da proibição do acesso à tecnologia é a briga política e corrida tecnológica entre EUA e China. Mas o que o Taiwan tem a ver com isso? Para você entender melhor o conflito e como esse ataque nos afeta aqui do Brasil, vou começar a explicar a relação entre Taiwan e China.

Taiwan: nação ou província?

Em 1949 o partido comunista tomou posse de Pequim, com isso os políticos e líderes nacionalistas pró-democracia se refugiaram para a península de Taiwan. Como eles consideravam o novo governo chinês ilegítimo, declararam  Taiwan legitimamente seu. Porém, a China os declara uma península rebelde.

Obviamente os EUA se meteram na briga e declararam apoio a Taiwan, e em 1954 ambos assinaram um acordo de defesa mútua após um bombardeio chinês no mesmo ano. 

Contudo, seu relacionamento com a China foi ficando cada vez mais “pacífico” onde nenhum dos dois pretende um conflito direto. Por esse e outros motivos, a China ainda não atacou de vez  a “província rebelde”. Mas tecnologicamente a guerra entre ambos fica cada vez mais forte. 

Desde então a península tem seus próprios governantes, instituições independentes, moeda nacional, forças armadas e participa ativamente do comércio internacional. Mas não é reconhecida pela ONU como uma nação. 

A força de Taiwan na tecnologia

Desde da década de 70  Taiwan vem se destacando muito no cenário econômico mundial, mas até então muito abaixo do radar. O destaque do país aconteceu recentemente por conta de sua produção de chips. Isso porque as grandes empresas automobilísticas como a Volkswagen, a Ford e a Toyota foram forçadas a parar sua produção nas fábricas, sendo forçadas a comprar da TSMC. 

Fonte: Bloomberg

Então foi uma questão de tempo para a TSMC virar a maior do mundo e ser fornecedor para as grandes potências. Mas as montadoras americanas, europeias e japonesas estão pressionando seus governos por mais autonomia, então  os países estão começando a buscar mais autossuficiência com suas próprias fábricas.

Mas como já dizia Lavoisier: nada se cria, tudo se transforma. Para essas novas fábricas existirem é necessário ter informações sobre a tecnologia da TSMC para criar seus próprios chips. Então os EUA viram aí uma forma de ficar à frente da China na corrida tecnológica.

O governo de Trump negou a Pequim o acesso à tecnologia, proibindo o acesso a tudo, incluindo o design de seus chips. Assim ele cortou o fornecimento de semicondutores da TSMC e outras fundições para a Huawei Technologies, impedindo o avanço da maior empresa de tecnologia da China.

Assim, o governo chinês apresentou em outubro um plano de cinco anos para canalizar ajuda para a indústria de chips e outras tecnologias, acumulando $1,4 trilhões até 2025. Mas mesmo assim isso não anula a necessidade de ajuda a Taiwan.

Na verdade, a China há muito usa a ilha em busca de talentos na fabricação de chips; como dois executivos-chave da maior fabricante de chips da China, Semiconductor Manufacturing International Corp., costumavam trabalhar na TSMC: o co-diretor executivo Liang Mong Song e o vice-presidente Chiang Shang-yi.

Ataques cibernéticos do PCC

Com Washington impedindo o progresso da maior ditadura do mundo, também há especulação de que Pequim poderia recorrer ao roubo de propriedade intelectual de chips, com Taiwan no centro desses esforços.

A empresa taiwanesa de segurança cibernética TeamT5 observou um aumento constante nos ataques à indústria de chips da ilha, correspondendo ao aperto dos controles de exportação dos EUA na China. 

Embora nem sempre seja possível saber se esses são atores estatais chineses, “todos eles estão atacando a indústria de semicondutores de Taiwan”, disse Shui Lee, analista de ameaças cibernéticas da T5.

A colega analista Linda Kuo disse que o governo taiwanês ficou alarmado com um ataque de ransomware à TSMC em 2018 e anunciou planos de cerca de US$ 500 milhões para ajudar a indústria a se tornar mais consciente dos problemas de segurança cibernética.

A maior preocupação é que as fábricas de chips da TSMC poderiam se tornar um dano colateral se a China cumprisse as ameaças de invadir Taiwan caso se movesse em direção  à independência.

Mas como tudo isso nos afeta diretamente? No preço! O aumento dos hardwares aqui no Brasil tem como um dos motivos esses ataques TSMC. Afinal já estamos carecas de saber o quanto nossa economia depende de situações políticas. Mas esse pode ser um assunto para uma próxima matéria.

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Informações: Bloomberg

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